24 de maio de 2011

Intensa.

Do telefonema para o e-mail com as fotos e o encontro marcado, pouco tempo – “E” era decidido e gentil. Eu corro, mas pontualidade nunca foi meu forte..
Chegando.. o sotaque gostoso que eu conhecera há pouco mais de uma hora, combinando com o que vejo.

Rapidamente, me estende a mão – avisando que ali tem quase o dobro do que costumo cobrar.. pedindo apenas que eu o cuide pelas poucas horas seguintes.. conta que sofreu uma grande perda, e precisou fugir.. fugir comigo – identificação imediata (também a Bella nasceu de uma GRANDE perda).

Diz meu novo amigo q precisa de muita devassidão hoje.. mal sabe ele que nem isso, nem tooooda a putaria que vivi nos últimos meses, nem toda a devassidão do mundo vão tirar de dentro dele a dor dessa perda.. sexo anestesia, exorciza os medos, acalma os temores e a ira.. mas não cura. Nada apaga essa dor.. a dor de uma grande perda.. foi isso, isso o que eu aprendi nos últimos meses.
Me calo. Não contarei nada, ele não acreditaria, precisa aprender por si mesmo ..

Necessário contar algo importante: “E”conjugava em si características e taras q eu encontrara antes apenas nos meus dois últimos ex-maridos.. hábitos, vícios, desejos .. nossa .. loucura isso.. de onde?
“E” diz que me adora, num momento em que o que eu mais precisava era exatamente isso – muito, muito sexo, muito hard, com um homem que me adora.. nos conhecemos agora.. ‘tu és louca, e eu te adoro, adoro muito, por que tu és louca.. e tiras um homem do sério’..

Eu saí zoada.. realmente, zoada, zonza.. eu, que seguia estupidamente apaixonada pelo meu ex.. estupidamente, mesmo.. e precisava desesperadamente de tudo o que tive, naquela tarde.
... ‘no hay orquestra.. no hay banda.. silenciooo..’ é tudo ilusão.. sim.. EU SEI q é tudo ilusão.

(Por Monique Prada)

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